terça-feira, 1 de novembro de 2011

Sempre há esperança aos desesperançados...

Pela primeira vez tive, hoje, o prazer de encontrar bons álbuns de Rock num local realmente inusitado! Os colecionadores de plantão sempre têm boas histórias para contar sobre esses casos, certo?

Estava voltando para casa com um amigo, quando decidimos parar numa conveniência (aquelas lojinhas, em geral mixurucas, que ficam nos postos de gasolina) para comprar refrigerante. Logo quando entrei, me deparei com uma pequena estante com alguns CDs. Bem, até aí, nada de muuuuito anormal, apesar de não ser tão comum vender CDs em conveniências. Só por não ter o que fazer, fui dar uma olhadinha nas obras-primas que se encontravam na estante. Padre Marcelo Rossi, Edson & Hudson, Bruno & Marrone, Chiclete com Banana, 839075093271 versões diferentes no estilo “O Melhor do Forró”, enfim... apenas sucessos! Até que...

LOL!


Nossa, Raul Seixas! Que legal! O melhor era a etiqueta de R$12,90... Mas não me empolgou tanto a ponto de dar vontade de comprar. Então, deixei no lugar e continuei olhando os outros "últimos sucessos da música sertaneja". Não demorou muito para me surpreender de novo, pois...

OMG!!!


AEROSMITH? Sério? Numa loja de conveniência (e por R$12,90)? Coooooomo assim? Ok, isso foi incrível, minha mão coçou para comprar, mas sabia que era mais animação por encontrar o Nine Lives numa lojinha merreca que só vende porcarias das quais nos sustentamos (refrigerantes, salgadinhos, biscoitos, cerveja, etc) do que realmente pelo álbum em si, afinal, não é um dos melhores da banda. Mas a vida é uma caixinha de surpresas e estava pronta para me pregar mais uma peça quando...

OH MY FUCKING METAL GOD!!!!!


Não pode ser! O Rocks! ROCKS! Numa loja de posto de gasolina! Por R$12,90! Bom demais para ser verdade! Mas era verdade! Sem hesitação, enfiei a mão na mochila para pegar a carteira e... Oh, wait... Cadê minha carteira? Cadê meu dinheiro??? NÃÃÃÃÃÃÃÃO! (deixei essa p**** em casa ¬¬')

Essa deve ter sido uma das maiores decepções da minha vida! Mas não hei de desistir! Amanhã é... opa, é feriado... Então, depois de amanhã é mais um dia e tenho confiança que Deus Metal irá manter as mãos de outros rockers longe daquele álbum, que estará esperando por mim! 

E para explicar o título, também fiz esse post para mostrar aqueles bravos headbangers e rockers que  não conseguem achar álbuns bons e baratos desse estilo tão escanteado no meio mainstream: ainda há uma luz no fim do túnel! Mantenham a fé e Odin irá guiá-los pelo caminho certo! Se sentir uma repentina intuição de comprar balinha de laranja na quitanda da esquina, não recue! Pode ser nosso Deus Metal guiando-o para  o que pode se tornar um tesouro na sua vida! 

domingo, 30 de outubro de 2011

Música de fundo


A velocidade com que informações são transmitidas de um ponto do globo ao outro é incrível ao pensamos no passado, o que trouxe impactos enormes para a indústria musical, bons e ruins (alguns aspectos sobre isso o Profeta Rocker, do blog A Bíblia do Rock, já discutiu bastante aqui e aqui). Um desses impactos é a crescente queda na venda de CDs. Atualmente, é mais fácil enfiar milhares de músicas no computador e passar para o iPod 64 GB do que comprar álbuns. Isso muda o modo como escutamos e valorizamos a música.

É inegável que reprodutores portáteis de MP3 ampliaram as possibilidades dos amantes da música. Pode-se ouvir um pouco de Janis enquanto está no ônibus, um pouco de Iron na fila do banco, algo de Angra enquanto espera o namorado(a) atrasado(a), levar as melhores vozes de Ópera numa viagem longa, enfim, inúmeras novas formas de ouvir música. Mas, será que estamos mesmo apreciando a música como deveria?

Confesso que de vez em quando coloco algo para tocar só para preencher o silêncio, sem prestar real atenção ao que entra nos meus ouvidos. Não vejo muito mal nisso, afinal, é difícil encontrar tempo para dar o devido reconhecimento a todas as músicas que ouvimos. O problema é quando só escutamos assim.

Para algumas pessoas, todos os filmes, livros, músicas, programas de TV, trabalho, poderiam ser desfrutados apenas pelo computador. E isso acontece bastante com a música. Baixar uma faixa, álbum, ou até mesmo comprar, via internet não é algo difícil, podemos fazer isso com vários no mesmo dia. Essa facilidade faz com que aqueles álbuns não sejam tão valorizados, portanto não são absorvidos, acabam virando música de fundo para o que quer que o ouvinte esteja fazendo.

 Nós tendemos a valorizar mais o que é palpável, diferente dos bits da vida. Tenho um carinho especial pelos meus CDs, que são poucos, pois representam, para mim, o real trabalho do artista. Acredito que a arte do álbum, o encarte, fazem parte da obra, e sem o CD não podemos fruir totalmente da produção dos artistas. Porém, tento ao máximo não diminuir o prestígio pelos álbuns que só se encontram na forma de bits no meu computador e celular. Esse é o cuidado que devemos ter, para a música não acabar sendo algo superficial.

OBS: Esse post foi baseado num dos Blogs do Além, o do Jim Morrison.